segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A comunhão























No deslumbrante deleitar da noite,
uma taça de vinho esconde toda tristeza e mistério,
Os olhos do mundo,
Nos lábios do surdo.

A solidão...

O som da vida,
o braço amigo.
As cordas e tons
o choro sem lágrimas.

A comunhão.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Mais um gole



Andei Pensando no quanto devo explorar as lacunas do tempo

Questionamentos de minha própria alma....
Pessoas entram e saem dos botecos, 
Eu continuo sentado por horas,
Pensando no quanto elas se parecem comigo,
Ao mesmo tempo no quanto se diferenciam
Talvez elas tenham mais pressa
Por isso, não tenham tempo de esfregar os olhos,
Antes de olhar novamente a face das verdades alheias
Ou mesmo existentes dentro de si mesmas


Tomo mais um gole de minha cerveja
Pensando em quantas "verdades" nós humanos criamos
A explicação de sua própria existência...
As cusparadas na Terra, em homenagem ao santo prometido,
Antes de engolir a primeira dose de cachaça
A carne que fermenta, e que se desfaz na boca do fiel frente ao seu altar de promessas
Assim como os preceitos da razão filosófica
As verdades prescritas na história
A divisão dos territórios e a criação das fronteiras da Terra,
As "inquestionáveis" verdades dos cientistas sociais,
Tão parecidas com a totalidade das idéias escritas nos livros sagrados.
Somos deuses ou homens?
Certamente, uma conjunção entre as duas realidades.

PS: Imagem usada em homenagem ao eterno Mário Quintana que escreveu várias de suas poesias no acalento dos bares que frequentava. Nesse mês, mais precisamente no dia 5 passado, faz 17 anos da morte desse grande poeta. Que sua alma descanse em paz.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

QUEM?

Uma outra atmosfera paira...
Por isso me afasto,
Uma outra realidade se apresenta.
Agora sei como se sente o esquizofrênico.

Ele sabe dos estereótipos,
sabe dos estigmas,
Do receio de dizer o que pensa. Mesmo sempre dizendo.

Ele é ele...somente ele. O que realmente é real.

ELE É A SUA PRÓPRIA ESQUIZOFRENIA.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dentro de Você





Pra que tanto sofrimento nestes teus relatos de perdição?
Pra que tanto medo da escuridão,
Tanta culpa e lamento
Se a lua se reflete na luz do sol
E o dia é filho da grande noite?

Procure dentro de você...
O mal é apenas a face sofrida das forças benignas
A culpa de tuas feridas
As falhas da “evolução” humana.

...Procure dentro de você.

Efemeridade?


















Se vc me perguntar sobre meu estado atual
Diria que passo por uma mistura de inquietação construtiva,
uma insatisfação momentânea,
Provinda de uma alegria efémera
e de uma intensa vontade de mudança...
Ânsia de um novo universo...
Queria estar frente ao mar...para poder contemplar a vida...
Longe desse imenso deserto de matéria morta.







sábado, 20 de novembro de 2010

Estranhos


Chega em casa...
Mais um dia de caminhada árdua
Na corrida desenfreada
Que te disseram pra fazer desde menino
Na busca, provavelmente, de você mesmo
Vai se saber né...

Tira a chave do bolso
Abre tua porta
Em casa. Conforto. Acalento
No quarto um som te mostra que ainda há esperança...
E os acordes ainda podem vir da própria alma

Que bom!
O incenso queima
Toca Play the part,
Tudo é acorde...
Não acorde!
Não acorde!

Arruma tua mochila...viajará cedo e já é muito tarde
Mas não tire a música...não acabe com a energia da noite!
Deixa ela no fone,
caminhe...
Os outros?
Ah! Eles também, no fundo, são “estranhos”,
Assim como você.

As Portas...

Para cada porta, uma chave...para cada chave que gira, uma realidade paralela...uma vida.