segunda-feira, 23 de maio de 2011

Mais um gole



Andei Pensando no quanto devo explorar as lacunas do tempo

Questionamentos de minha própria alma....
Pessoas entram e saem dos botecos, 
Eu continuo sentado por horas,
Pensando no quanto elas se parecem comigo,
Ao mesmo tempo no quanto se diferenciam
Talvez elas tenham mais pressa
Por isso, não tenham tempo de esfregar os olhos,
Antes de olhar novamente a face das verdades alheias
Ou mesmo existentes dentro de si mesmas


Tomo mais um gole de minha cerveja
Pensando em quantas "verdades" nós humanos criamos
A explicação de sua própria existência...
As cusparadas na Terra, em homenagem ao santo prometido,
Antes de engolir a primeira dose de cachaça
A carne que fermenta, e que se desfaz na boca do fiel frente ao seu altar de promessas
Assim como os preceitos da razão filosófica
As verdades prescritas na história
A divisão dos territórios e a criação das fronteiras da Terra,
As "inquestionáveis" verdades dos cientistas sociais,
Tão parecidas com a totalidade das idéias escritas nos livros sagrados.
Somos deuses ou homens?
Certamente, uma conjunção entre as duas realidades.

PS: Imagem usada em homenagem ao eterno Mário Quintana que escreveu várias de suas poesias no acalento dos bares que frequentava. Nesse mês, mais precisamente no dia 5 passado, faz 17 anos da morte desse grande poeta. Que sua alma descanse em paz.

7 comentários:

Ticiana Reis disse...

Uau...é sempre tão bom ler os pensamentos que se constroem dentro dos labirintos da tua mente. Me traz um orgulho e uma vontade de voltar aos textos...
Amarre uma corda interligando os nossos desejos e puxe-me junto a ti pelas caminhadas no estudo da nossa existência, observando nós em outros e outros em nós. Amo-te!

Edu Maia Jr. disse...

Meu amor...esta corda já existe...estamos interligados...obrigado por colocar tua alma nua frente a minha!! Tbm te amo!

Juh Cardoso disse...

Hey ia começar dizendo: "Você escreve bem", mas isso não é novidade, um simples fato talvez.
Então, achei interessante seu escrito, eu estava pensando nessa questão das "verdades" criadas, mas me centrando nas religiões. Na verdade, eu estava realmente confusa com tantas religiões e suas regras, as vezes eu as relaciono com a necessidade de estabelecer uma sociedade mas, há diversas regras que não me agradam e que sou extremamente inibidoras da identidade do individuo...então eu penso na simples necessidade de existir algo além do simples viver. (Deixa quieto.)

Gostei e pronto..^^
Beijinhoss

*Ahh legal a homenagem..Mário Quintana sempre bom.

Laiana Vieira disse...

Quintana foi o meu primeiro! rsrs. E até hoje é meu preferido! Gostei de tê-lo encontrado aqui..


Ta massa teu texto. Bela poesia.

Juh Cardoso disse...

Verdade neguinho...Achei parecido também e gostei muito do "Inerte".
O eu-lírico dos nossos escritos parecem padecer do mesmo mal.
A falta de identidade, de ação.
Quem sabe no futuro alguém faça uma análise comparada entre os dois? hsausuhas
Quem sabe sendo nós dois escritores famosos.rsrs
Quem sabe...

Beijinhos.

Lord Acton disse...

Resgatei esse velho aforismo de umas reflexões antigas, após ler o seu texto.
"É estando sóbrio que morremos mais rapidamente."

Um grande abraço, meu velho!

Bolo de Pirão Perdido disse...

O bar é um locus de riqueza!
afinal, a maioria de nossos iguais sempre permeiam esses espaços, principalmente, em saj.
ja pensei em escrever algo desse contexto. Entretanto, ainda me falta coesão...
vei, está muito bom esse seu post....Seus pensamentos são impares meu irmão!

As Portas...

Para cada porta, uma chave...para cada chave que gira, uma realidade paralela...uma vida.